Olá, famílias e profissionais...

Esse blog é destinado as famílias, profissionais e interessados pela temática, que atuam na educação de suas crianças com necessidades educacionais especiais (NEEs). Espero poder ajudá-los nessa caminhada de educação e inclusão social.
Devemos, portanto, tratar os nossos alunos com NEEs como pessoas e educá-los para a vida (CUCCOVIA, 2000).

sábado, 7 de julho de 2012

Livro: Comunicar é preciso: em busca das melhores práticas na educação do aluno com deficiência


Abaixo está relacionado o índice do livro para vocês conhecerem o que se está falando e sendo pesquisado no âmbito da CAA.

1 Apresentação do livro Comunicar é preciso: em busca das melhores práticas  na educação do aluno com deficiência. 

2 Formação inicial de professores – da pesquisa à prática

3 Formação continuada em serviço de professores para uso da tecnologia assistiva e Comunicação alternativa em sala de aula

4 Tecnologia Assistiva 

5 Alunos não-oralizados: a voz através da comunicação alternativa e a vez através das habilidades sociais

6 O papel do interlocutor no processo de interação e comunicação com jovens não falantes

7 A importância da mediação no contexto de uma escola inclusiva

8 Introdução a comunicação alternativa em classes comuns de ensino

9 O desafio da diversidade na sala de aula: práticas de acomodação/adaptação, uso de baixa tecnologia

10 Utilizando materiais de baixa tecnologia para promover a comunicação em atividades pedagógicas em sala de aula

11 Sala de recursos multifuncional 

12 O PECS-adaptado no ensino regular: uma opção de comunicação alternativa para alunos com autismo

13 Educando alunos com Síndrome de Asperger: Dicas de sala de aula

14 Conversando com a (o) professora (or) do aluno que apresenta autismo e Sìndrome de Asperger

15 “Turma Muito Maluquinha” – o processo de inclusão de um aluno com paralisia cerebral em uma turma de projeto na Rede Municipal de Ensino

16 Livro adaptado: um recurso multifuncional 

Livro: Um retrato da Comunicação Alternativa no Brasil: relatos de pesquisas e experiências.

A Comunicação Alternativa constitui mediação e apoio especializado fundamentais para a inserção educacional e social das pessoas com deficiências ou outras condições de necessidades especiais. Este livro atesta essa relevância e demonstra a consolidação, a integração e a inserção internacional de grupos de pesquisadores brasileiros que vêm desenvolvendo programas de investigação e de formação de pessoal na área. Os trabalhos também resultam dos desafios e realizações que o movimento pela inclusão das pessoas com deficiência tem representado para a prática de nossas instituições. 

Autor do fragmento acima: Dr. Júlio Romero Ferreira.

Livro: Compartilhando experiências: ampliando a Comunicação Alternativa

A obra apresenta 17 trabalhos de profissionais comprometidos com esta área relativamente recente de atuação clínica e educacional em nosso país. Fazem parte da produção deste livro fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, pedagogos e engenheiros que colocam a sua prática com a Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) no tratamento e educação de crianças, jovens e adultos com paralisia cerebral, autismo, deficiência intelectual e deficiência múltipla a fim de dar voz a esses indivíduos e, assim, promover uma melhor qualidade de vida.

Livros sobre a Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA)

Estou vendendo livros que retratam experiências de sucesso com o uso da Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) no Brasil, em contextos escolares e não-escolares. Cada postagem descrita no blog consta um livro com algumas considerações sobre cada um.  Num desses livros consta, também, um capítulo escrito juntamente com uma professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte com o título: Comunicação Alternativa em sala de aula: relatos de uma professora de alunos com Autismo, fruto de um projeto de pesquisa desenvolvido numa instituição filantrópica.

Quem tiver interesse me contactar através do blog ou por e-mail. 

Segue a lista de livros e os valores de cada um (sem frete):

PREÇO INDIVIDUAL
Compartilhando experiências: ampliando a comunicação alternativa - R$ 40,00
Nunes, Leila Regina Oliveira de Paula ; Pelosi, Miryam Bonadiu e Walter, Catia Crivelenti de Figueiredo (Organizadoras) (2011) Compartilhando experiências: ampliando a comunicação alternativa. Marilia: ABPEE, 219 p. ISBN 9788599643259 

Comunicar é preciso: em busca das melhores práticas na educação do aluno com deficiência - R$ 30,00
Nunes, Leila Regina Oliveira de Paula; Quiterio, Patricia Lorena, Walter, Catia Crivelenti de Figueiredo; Schirmer, Carolina Rizzotto; Braun, Patricia (Organizadoras) (2011) Comunicar é preciso: em busca das melhores praticas na educação do aluno com deficiencia. Marilia: ABPEE/FAPERJ , 192 p. ISBN 9788599643266 

Um retrato da Comunicação Alternativa no Brasil - 2 volumes - R$ 50,00
Nunes, Leila Regina Oliveira de Paula ; Pelosi, Miryam Bonadiu e Gomes, Márcia Regina (Organizadoras) (2007) Um retrato da comunicação alternativa no Brasil: relatos de pesquisas e experiências - Volume 1. Rio de Janeiro: Quatro Pontos/FINEP, 336 p. ISBN 978-85-61114-00-8 

LEVE 2 E PAGUE 1 !!!
Compartilhando experiências e Comunicar é preciso - R$ 50,00

LEVE 4 E PAGUE 2 !!!
Todos os 4 livros - R$ 100,00

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Projeto de lei beneficia responsáveis federais e as pessoas com deficiência

O congresso nacional decretou, neste ano (2011), licença de parte da jornada de trabalho ao servidor público federal, tutor. curador ou responsável pelas pessoas com necessidades especiais. Portanto, fica assegurado ao servidor público federal, tutor, curador ou responsável pela criação, educação e proteção das pessoas com deficiência, o direito de licenciar-se de parte da jornada de trabalho, sem prejuízo da remuneração, respeitado o cumprimento de 20 horas semanais. Essa medida contribuirá para uma maior participação e acompanhamento dos pais no processo evolutivo dessas pessoas. 

Projeto de lei na íntegra: Projeto de lei (2011)

domingo, 8 de janeiro de 2012

Volta das escolas especiais? Um retrocesso !

Por Lucio Carvalho *

Em cerimônia no Palácio do Planalto, no último dia 17, a presidente Dilma Rousseff anunciou aquela que é a primeira grande iniciativa de atenção à pessoa com deficiência em seu governo. O Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, batizado “Viver sem Limite”, destaca a necessidade de viabilizar a inclusão social das pessoas com deficiência em todo o país e prevê um investimento de cerca de 7,6 bilhões de reais até 2014, em áreas como acessibilidade arquitetônica e urbanística, saúde e educação, entre outras.

Na esteira do plano, o governo também lançou um conjunto de medidas visando sustentá-lo legalmente, entre as quais os Decretos 7.611 e 7.612. Este último diz respeito ao detalhamento do plano em si mesmo, enquanto o primeiro reorganiza os serviços da educação especial, complementares ou suplementares ao ensino regular, o assim chamado atendimento educacional especializado (AEE), e a específica distribuição de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) destinadas a financiá-lo, nas diferentes modalidades de sua oferta.

Posicionando o Dec. 7.611 no marco legal

O decreto consolida a legislação anterior e confirma a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, revigorando o conceito de dupla matrícula, presente desde 2007 através do Dec. 6.278, que restituiu às escolas especiais o direito de ofertar educação especial no âmbito da política governamental em vigor. Além disso, o Decreto também dispõe sobre a oferta de educação bilíngue para surdos e outros dispositivos de financiamento aos sistemas de ensino.

Do ponto de vista educacional, a dupla matrícula amplia as condições de oferta dos serviços de AEE pelas escolas especiais, agora novamente habilitadas a captar recursos do FUNDEB e a investir em qualificação, conforme os demais dispositivos do novo decreto. Já do ponto de vista político, o decreto pode ser interpretado como uma fonte de recuperação das escolas especiais, que na atual política haviam perdido a anterior preponderância no atendimento às pessoas com deficiência, uma vez que a adoção da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CPCD) e sua incorporação ao texto constitucional, em 2009, obrigou definitivamente o país a implementar e investir na educação para pessoas com deficiência em ambientes inclusivos.

O Dec. 7.611 e a oferta de educação especial

O percurso recente da educação especial no Brasil está vinculado ao estrito conceito de inclusão educacional, que diz respeito à presença dos alunos com deficiência nas escolas regulares. Todo o investimento governamental dos últimos anos dirigiu-se, portanto, a programas destinados à qualificação docente, adaptações e investimentos que pudessem garantir o acesso e a permanência dos alunos nas escolas regulares, espaço preferencial da educação das pessoas com deficiência, de acordo com a Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

A opção pela nova política, regulamentada no Dec. 6.571 de 2008 e pavimentada pela Resolução 4, de 2009, do Conselho Nacional de Educação, não se deu entretanto sem uma ruptura. Trata-se, afinal, de partir de um modelo em vigência desde a década de 60, no qual escolas e classes especiais esboçavam um gesto tímido de integração à escola regular, para um outro no qual os estudantes passaram a conviver nos mesmos ambientes e a exigir uma nova organização escolar e também a ressignificação do fazer pedagógico.

Todo esse movimento foi impulsionado nos últimos quatro anos, brevidade que explica, pelo menos em parte, as inúmeras dificuldades que ainda permeiam a escola regular, na qual a praxis educacional está ainda especialmente orientada à competitividade e ao mérito distintivo, política também fomentada pelo governo federal, que a partir de 2011 envida esforços e destina recursos ao ensino técnico e profissionalizante.

A retomada das escolas especiais

A retomada que as escolas especiais obtém com o decreto recém editado acontece sob a mesma gestão que estava à frente do Ministério da Educação há quatro anos, com o Ministro Fernando Haddad. Desde lá, as políticas públicas destinadas à educação têm tido como referência a perspectiva da educação inclusiva, recolocada no centro do debate educacional incorporando uma série de novos conceitos e valores, tais como o mútuo reconhecimento e o amplo respeito à diversidade individual das pessoas. É portanto no foco da nova política de educação especial inclusiva que o Decreto 7.611 se inscreve, modificando alguns de seus detalhes, mas não alterando sua essência, até porque deve obedecer a precedência legal e temporal de acordo com o previsto na CPCD, razão pela qual traz embutidos em seu texto vícios de inconstitucionalidade.

Uma vantagem possível para as escolas especiais de agora em diante, em relação a oferta do AEE nas próprias escolas, é o número reduzido de alunos e a possibilidade reconquistada de outras fontes de financiamento exclusivas às escolas, como convênios autônomos com o poder público nas esferas estadual e municipal, entre outros. A oferta e financiamento de seus serviços, entretanto, continua dependente da dupla matrícula, como assevera o Art. 9-A do Dec. 6.253 de 2007, que regulamenta o FUNDEB, modificado por este novo Dec. 7.611 e circunscrita ao AEE, para alunos que continuam obrigados a frequentar a escola regular para usufruir do direito à dupla matrícula. Frise-se que as modificações impostas pelo novo decreto dizem respeito exclusivamente ao financiamento a alunos matriculados na escola regular e na escola especial concomitantemente, caracterizada aí a dupla matrícula, mote principal do decreto. Fora isso, a escola especial não adquire legalmente qualquer efeito substitutivo. O decreto não se presta a essa finalidade, mas sim à orientação de diretrizes dos serviços do AEE, sua oferta pelas escolas especiais, e ao financiamento público.

Financiamento público, para a educação inclusiva

De outra parte, a desvantagem da oferta do AEE na escola pública é agravada pelas dificuldades de orçamento e recursos ordinários. Por isso, uma verdadeira e qualificada oferta de educação inclusiva compete ainda na ampliação da destinação de recursos orçamentários, como pretende a campanha pelos 10% do PIB na educação, na qualificação e valorização docente, no cumprimento imediato e integral do piso salarial dos professores, na concretização de uma educação em direitos humanos orientada ao fim do preconceito, homofobia, racismo e intolerância no ambiente escolar, apontados em inúmeras pesquisas realizadas recentemente. Estas são necessidades prementes e complementares para uma educação pública, inclusiva, universal e de qualidade para todos.

Além disso, é urgente rever as necessidades de um universo escolar em constante transformação e a crescente deturpação do interesse público e vulnerabilização da educação pública. Além das pessoas com deficiência, aquelas que podem portar um diagnóstico, há uma imensa população de alunos apresentando “necessidades educacioanais especiais”, como os casos envolvendo transtornos de atenção, hiperatividade, depressão, psicoses e aqueles que simplesmente têm imensas dificuldades porque imersos na pobreza e em condições desumanas de sobrevivência, como desnutrição e outras situações de vulnerabilidade social.

Para esta clientela, “preferencial” da escola pública, não há escola especial que abrigue nem escola privada que a deixe passar perto da porta, mas a verdadeira educação inclusiva deve estar apta a recebê-la e possibilitar sua inclusão social, porque se trata de seus legítimos interessados. A escola que estiver apta a receber e educar toda essa clientela, em igualdade de condições e proporcionar seu desenvolvimento social e humano, é que é a digna de todo o investimento público possível. Nesse sentido, outra medida do plano “Viver sem Limite”, o BPC na Escola, que monitora os estudantes de famílias que recebem o Benefício de Prestação Continuada oferecido pelo Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome às famílias de pessoas com deficiência carentes, para garantir sua escolarização, vem somar-se à perspectiva da educação inclusiva.

O que será possível verificar, a partir da vigência do Dec. 6.711 e da injeção de novos recursos na escola especial, é a sua capacidade de encontrar as necessidades presentes na sociedade contemporânea e complementar, através da oferta de seus serviços e acúmulo, lacunas na educação dos alunos com deficiência na rede pública. Por isso, trata-se de uma oferta “complementar”, porque o dever de oferecer e manter a educação pública e universal continua sendo exclusividade do Estado.

* Coordenador-Geral da revista digital Inclusive – inclusão e cidadania (www.inclusive.org.br)

Fonte: Inclusive – inclusão e cidadania

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Exemplo do que é inclusão !

Parabéns a Escola Clarisse Fecury localizada em Rio Branco (AC) pelo excelente trabalho de inclusão escolar. Um belo exemplo para acreditar que a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais em escolas regulares é possível desde que haja vontade e crença de que eles podem aprender e o professor pode ensinar encontrando estratégias que os façam aprender da melhor forma possível.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal !

Um Filósofo
Do Espanto e da Beleza

Quando Ele estava conosco, fitava-nos e ao nosso mundo com olhos deslumbrados, pois Seus olhos não eram velados com o véu dos anos, e tudo quanto Ele via era claro à luz de Sua juventude.
Embora conhecesse a profundidade da beleza, estava constantemente surpreendido com sua paz e sua majestade; e postava-se diante da terra como o primeiro homem se postara diante do primeiro dia.
Nós, cujos sentidos se têm embotado, olhamos à plena luz do dia e, entretanto, não vemos. Apuramos nossos ouvidos, mas não ouvimos. E estendemos à frente nossas mãos, mas não tocamos. E mesmo que se queime todo o incenso da Arábia, seguimos nosso caminho e não sentimos odor algum.
Não vemos o lavrador voltando do seu campo ao anoitecer; nem ouvimos a flauta do pastar quando ele guia seu rebanho ao redil; nem estendemos os braços para tocar o poente; e nossas narinas não anseiam mais pelas rosas de Sharon.
Não, não honramos reis sem reinos; nem ouvimos o som das harpas, salvo quando as cordas são tocadas pelas mãos; nem vemos uma criança brincando em nosso bosque de oliveiras como se fosse uma jovem oliveira. E todas as palavras precisam nascer de lábios carnais, senão nos consideramos uns aos outros surdos e mudos.
Em verdade, nós fitamos mas não vemos, e escutamos, mas não ouvimos; comemos e bebemos, mas não saboreamos. E aí está a diferença entre nós e Jesus de Nazaré.
Todos os Seus sentidos eram continuamente renovados, e para Ele o mundo era sempre um mundo novo.
Para Ele, um balbucio de bebê não era menos do que o grito de toda a humanidade, enquanto que para nós é apenas um balbucio.
Para Ele, a raiz de um ranúnculo era um anseio por Deus, enquanto que para nós é apenas uma raiz.

Gibran Khalil Gibran,
Do livro: Jesus, o filho do homem,
CATAVENTO Distribuidora de Livros S.A., São Paulo, 1976,
pp. 92-93.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Educação Inclusiva: barreiras e soluções

Se vista como um produto, a educação inclusiva representa a vitória sobre todos os tipos de barreira que tentam inviabilizá-la ao longo da sua implementação.
Se vista como um processo, a educação inclusiva é um poderoso instrumento capaz de transformar um sistema educacional, passando-o gradativamente de excludente para includente.
Em ambas as visões, estão presentes, implicitamente, todos os aspectos educacionais que precisam ser: ou mantidos como são, ou melhorados, ou substituídos, ou acrescentados, e todas as barreiras que dificultam ou impedem essas ações.
Durante quase duas décadas, - tomando 1994 como o ano em que, no Brasil, foram iniciadas as primeiras tentativas de implementação do conceito de escolas inclusivas em ações isoladas e, às vezes, precariamente instruídas – tenho ouvido críticas e elogios a respeito da educação inclusiva, como produto e processo, igualmente.
Nesse mesmo período, tenho testemunhado ou tomado conhecimento de experiências bem-sucedidas, parcialmente exitosas e totalmente fracassadas. A que barreiras poderíamos atribuir esse fracasso parcial ou total?
Após observar e estudar relatos escritos ou falados sobre essas experiências e comparando-as com as que vivenciei diretamente no meu trabalho de consultoria em educação inclusiva, proponho-me a oferecer as seguintes soluções, considerando que as barreiras podem ser de natureza quantitativa e qualitativa: 
1) As barreiras quantitativas se referem à falta de abrangência das ações de implantação da inclusão sobre o total de escolas comuns, públicas e particulares, existentes em todos os municípios do País. Esta falta revela o fato de que boa parte dos recursos financeiros destinados à educação está sendo utilizada para outros fins. Solução: Despertar a vontade política de governantes e gestores, em todas as regiões brasileiras, no sentido de tornar inclusivos os respectivos sistemas educacionais.  
2) As barreiras qualitativas se referem à inadequação das práticas pedagógicas e administrativas levadas a efeito nas escolas comuns que foram e/ou estão sendo escolhidas para se tornarem inclusivas. Solução: Inserir nessas práticas a realização dos seguintes princípios: (A) Singularidade. Cada aluno é único; portanto, a escola precisa traçar metas individualizadas juntamente com o aluno e/ou a família dele. (B) Inteligências múltiplas. O professor, ao ensinar o conteúdo de sua disciplina, precisa estimular e utilizar o cérebro inteiro de cada aluno. (C) Estilo de aprendizagem. O professor, ao preparar suas aulas, precisa pensar em atingir o modo como cada aluno aprende melhor. (D) Avaliação da aprendizagem. A escola precisa adotar o sistema baseado em ipseidade (comparar a avaliação de cada aluno com as outras avaliações do mesmo aluno e não de outros alunos), em continuidade (todas as aulas servem como fontes de evidência do aprendizado) e em inclusividade (avaliar para incluir e não para excluir o aluno). (E) Coerência. A escola inteira precisa adotar atitudes inclusivas: os professores e os funcionários precisam passar por capacitações periódicas sobre educação inclusiva.


Por: Romeu KAZUMI sASSAKI
 
 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Alysson vence as barreiras da vida e da educação

O sorriso é semelhante ao dos demais jovens que foram aprovados na primeira fase do vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Mas no olhar de Alysson, no brilho estampado no rosto, o mais desatento do espectador percebe que a satisfação por vencer a primeira etapa para seleção do ensino universitário tem um prazer maior. Logo no início da conversa, os olhos se enchem de lágrimas, é a emoção aflorada não só pela aprovação na primeira fase do vestibular, mas, principalmente, por uma vitória pessoal, desafios transpostos, preconceitos derrubados e objetivos alcançados.
Emanuel AmaralEntre os vários sonhos de Alysson de Azevedo está o de escrever um livro sobre preconceitoEntre os vários sonhos de Alysson de Azevedo está o de escrever um livro sobre preconceito

Alysson Paulinely de Azevedo, 28 anos, foi o único estudante com síndrome de down que fez o vestibular 2012 da UFRN. O resultado da primeira fase do concurso trouxe a aprovação. Ficou na 153ª colocação para o curso de Turismo, onde serão oferecidas 100 vagas. "Tenho chance. Gostei das provas de escrever, menos de fazer cálculo", comenta Alysson, referindo-se às provas subjetivas que serão determinantes para a aprovação no processo seletivo.

A escolha pelo curso de Turismo foi influência de uma amiga, mas está exatamente em viagens o sonho e o prazer de Alysson Azevedo. "Meu sonho é conhecer Fernando de Noronha", entre as viagens já feitas ele cita a passagem por Fortaleza. A vitória já alcançada por Alysson no vestibular da UFRN, vencendo a primeira etapa, é apenas mais uma a ser estampada na vida desse jovem, que percorreu caminhos sinuosos, transpôs obstáculos e hoje estampa a satisfação pessoal e o orgulho da família.

Quando lembra do período escolar, onde passou por diversos colégios, sempre no ensino regular, Alysson é explícito: "enfrentei preconceito, bullying, racismo", comenta. Ao se deter a explicar o quanto foi vítima dos colegas de escola, o jovem não faz referência a síndrome de down, mas ao seu desempenho no Karatê. "Sou um bom lutador, campeão, faixa marrom e meus amigos não gostam porque eu sou bom", comenta. Mas a explicação logo é interrompida pelo olhar da mãe, Ilza Azevedo, ela acredita que o preconceito observado pelo filho vem mesmo é do fato dele ter síndrome de down.

Por mais de 40 minutos Alysson conversou com a reportagem da TN, mas em nenhum momento ele fez qualquer referência a síndrome de down. O jovem é determinado. A própria mãe lembra que o último ano do ensino médio, cursado no Instituto Brasil, foi feito graças ao empenho do próprio Alysson. "Eu não tinha dinheiro para pagar a escola particular, mas Alysson escreveu uma carta, foi no colégio, falou com o diretor e conseguiu uma bolsa", destaca a mãe.

Alysson começou os estudos na Escola Emídia Ramos, no bairro de Cidade Nova. Frequentou diversos colégios até concluir o curso. Quando se inquietava com uma escola, logo buscava outro reduto para estudar. "Eu passei por bullying, os meninos me empurravam, se juntavam para me pegar", disse.

SONHO

O sonho de ser turismólogo é apenas mais um plano na vida de Alysson Paulinely de Azevedo. Outro objetivo, com o qual ele já começou a trabalhar, é o livro "A Revelação". Mas o que vai revelar? "Vou falar do bullying, do preconceito, do raciscmo que as pessoas têm", responde o estudante que tem como ídolos os cantores Justin Bieber e de Fiuk. "Eu sonho com o paraíso, com um escritório, trabalhando em um hotel", diz Alysson, com uma característica própria no falar: vai direto ao assunto.Alysson Azevedo é um jovem de muitos gostos. Durante a entrevista por diversas vezes lembrou sua passagem pelo Karatê, pela capoeira e enalteceu o prazer que tem pela fotografia. "Eu gosto muito de fotografar. Meu sonho é ter uma máquina grande para fazer fotos", diz.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A educação inclusiva é, também, uma obrigação da rede privada de ensino

“A educação inclusiva é uma obrigação do ensino público e do privado"
» 13/12/2011 - 09:33h
por Assessoria de Imprensa do MPRN


“A educação inclusiva é uma obrigação do ensino público e do privado e exige acessibilidade pedagógica”. Com esse pensamento a Promotora de Justiça de Defesa da Pessoa com Deficiência, Iadya Gama Maio,  busca dar visibilidade a um trabalho de conscientização das escolas sobre a recepção e o desenvolvimento de alunos com deficiência.

Dessa vez a Promotoria de Justiça está trabalhando com as escolas da rede particular de ensino. Segundo Iadya Gama o trabalho na rede pública já está mais avançado no sentido de conscientização e fiscalização, mas muitas pessoas ainda desconhecem os seus direitos em relação a escolas privadas. “As escolas particulares também são obrigadas a seguir as determinações legais no que diz respeito à recepção e à aprendizagem dos alunos com deficiência. Mas percebemos que muitos pais desconhecem essa obrigatoriedade, achando que apenas a rede pública de ensino deve garantir a educação de crianças e adolescentes com deficiência, quando qualquer escola particular também tem essa incumbência. São comuns os casos de pessoas que acham que a escola pode se recusar a receber alunos com deficiência alegando falta de estrutura, o que não é aceitável”, explica a Promotora de Justiça.


O trabalho de conscientização vem sendo desenvolvido pelo Ministério Público junto às escolas privadas, inicialmente de maneira preventiva. Em julho deste ano foi realizada uma reunião que contou com a presença aproximada de 180 escolas da rede particular, onde foram discutidas as questões referentes à educação inclusiva. Na oportunidade ficou demonstrada a necessidade das escolas particulares inserirem o atendimento educacional especializado - AEE - em seus Projetos Políticos Pedagógicos, resultando em uma Recomendação ministerial.


Dando continuidade ao trabalho, no último dia 07, a 30ª Promotoria de Justiça da Comarca de Natal, com atribuição na área de Direitos das Pessoas com Deficiência e Idosos, recebeu representantes do Conselho Estadual de Educação para discutir a implementação da educação inclusiva nas escolas da rede privada. No debate buscou-se formas de garantir que as escolas particulares assumam as mesmas obrigações da rede pública no que se refere ao oferecimento da educação inclusiva, com as diversas ferramentas que devem ser postas ao público-alvo da educação especial (pessoas com deficiência, transtornos globais  de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação).


O objetivo maior desse trabalho é garantir que toda criança e adolescente que possuir deficiência esteja matriculado e incluído em qualquer escola comum, seja ela pública ou privada, sendo a eles garantido o atendimento educacional especializado de que necessitem. “Precisamos pensar educação inclusiva de forma mais ampla. O que buscamos é uma inclusão pedagógica em todas as escolas, sejam públicas ou privadas, de forma a garantir que alunos com os mais diversos tipos de deficiência se sintam parte do processo de construção da cidadania”, explica Iadya Gama.

Fonte:  http://www.mp.rn.gov.br/noticias.asp?cod=1931

MP quer inclusão nas escolas particulares

Natal

Natal, 13 de Dezembro de 2011 | Atualizado às 22:45

MP quer inclusão nas escolas

Publicação: 14 de Dezembro de 2011 às 00:00

Promotora de Justiça de Defesa da Pessoa com Deficiência, Iadya Gama Maio,  está desenvolvendo um trabalho junto as escolas particulares de Natal com o objetivo de garantir que toda criança e adolescente que possuir deficiência esteja matriculado e incluído em qualquer escola comum, seja ela pública ou privada, sendo a eles garantido o atendimento educacional especializado de que necessitem. Dessa vez a Promotoria de Justiça está trabalhando com as escolas da rede particular de ensino. Segundo Iadya Gama o trabalho na rede pública já está mais avançado no sentido de conscientização e fiscalização, mas muitas pessoas ainda desconhecem os seus direitos em relação a escolas privadas.

O trabalho de conscientização vem sendo desenvolvido pelo Ministério Público junto às escolas privadas, inicialmente de maneira preventiva. Em julho deste ano foi realizada uma reunião que contou com a presença aproximada de 180 escolas da rede particular, onde foram discutidas as questões referentes à educação inclusiva. Na oportunidade ficou demonstrada a necessidade das escolas particulares inserirem o atendimento educacional especializado - AEE - em seus Projetos Políticos Pedagógicos, resultando em uma Recomendação ministerial.

DEBATE

Dando continuidade ao trabalho, no último dia 07, a 30ª Promotoria de Justiça da Comarca de Natal, com atribuição na área de Direitos das Pessoas com Deficiência e Idosos, recebeu representantes do Conselho Estadual de Educação para discutir a implementação da educação inclusiva nas escolas da rede privada.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Projeto de lei que deveria vigorar em todo o Brasil!!!!

Parabéns ao Estado do Rio de Janeiro pela aprovação do Projeto de lei 689/11. Vejam abaixo o que esse projeto diz:

 ESTADO TERÁ CENTROS DE ATENDIMENTO PARA MENORES AUTISTAS


Crianças e adolescentes com deficiência mental e autismo poderão ganhar atendimento de ponta no Estado. A Assembleia Legislativa do Rio aprovou nesta quinta-feira (08/12), em discussão única, o projeto de lei 689/11 que cria no estado os Centros de Reabilitação Integral voltados para estes menores. A proposta do deputado Xandrinho (PV) prevê a criação de oito centros, em diferentes regiões do estado, com instalações físicas, equipamentos e área de reabilitação para atendimento de cada um dos casos. O autor salienta que o atendimento beneficiará famílias que não podem arcar com um atendimento adequado, muito caro. "São tratamentos que giram em torno de R$7 mil mensais. Como famílias que lutam tanto para arcar com o básico, como a alimentação, poderá proporcionar isso às suas crianças", aponta.A proposta, que segue para o governador Sérgio Cabral, determina a oferta de serviços como reabilitação, tratamento, prevenção de deficiências secundárias e orientação familiar". Para isso, os centros deverão dispor de atendimento médico neurológico, psiquiátrico, pediátrico e de acompanhamento pedagógico, psicológico, fonoaudiológico, fisioterapêutico e terapêutico ocupacional. Também está previstos os cuidados de enfermagem, odontológico e o serviço social.
Segundo o texto, as cidades que receberão os centros são Nova Iguaçu, na baixada Fluminense; Itaperuna, na Região Noroeste; Campos dos Goytacazes, na região Norte; Cabo Frio, na Região das Baixadas Litorâneas; Petrópolis, na Serrana; Volta redonda, na Centro Sul; Resende, na região do Médio Paraíba e Angra dos Reis, na Costa Verde. Centros deverão ser construídos nas cidades que não oferecerem espaços físicos para eles.
O projeto prevê como fonte de custeio o Sistema Único de Saúde, mas autoriza a celebração de convênios entre Estado e Governo federal, municípios e iniciativa privada.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Número máximo de alunos em sala de aula

Levantamentos informais em nossa realidade têm mostrado que o número máximo de alunos que uma sala de aula deve comportar é de 25 crianças (sendo destes, um máximo de 2 alunos com deficiência) em termos de viabilizar uma administração competente da sala inclusiva. Entretanto, um número de até 30 crianças permite um bom trabalho de ensino, respeitado o número máximo de 2 alunos com deficiência, na sala. No entanto, esse número inviabiliza o acompanhamento individual que o ensino responsável requer. Por isso, vamos ter o bom senso e pensar no máximo  20 crianças em sala de aula com no máximo 2 crianças com necessidades educacionais especiais. As crianças e os professores agradecem o respeito a diversidade.

Fonte: www.mec.gov.br - Projeto Escola Viva

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

V Ciclo de estudos e debates sobre educação inclusiva em Ntatal/RN

UFRN / CENTRO DE EDUCAÇÃO
DEPTO DE FUNDAMENTOS E POLÍTICAS DA EDUCAÇÃO
BASE DE PESQUISA SOBRE EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS



 



V CICLO DE ESTUDOS E DEBATES SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA

TEMA: DESAFIOS DO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR: FORMAÇÃO, PESQUISA E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

PERÍODO: 6 a 8/12/2011          LOCAL: Auditório BCZM
INSCRIÇÕES: Centro de Educação - 2º Andar - Sala 13
HORÁRIO: 8h30min às 12h
OUTRAS INFORMAÇÕES: basepnespeciais@yahoo.com.br

Sinopse - A Trajetória de Uma Mãe Especial - o Milagre da Vida - Livro 1

Compartilhando essas belas palavras da autora Antônia Yamashita

E Foi Assim...
Quando eu pensava que você não era.
Tive que aceitar que era.
E aprender a te amar mesmo assim.
Quando eu Imaginava que você não podia,
Você foi lá e fez.
Nos Momentos difíceis, eu me desesperava.
E você sorria.
Nos Momentos de dor, eu sofria.
E você lutava...

... E a sua vida, para as pessoas que não te conhecem,
é um martírio.
Enquanto para você, é como um circo, onde o importante é se divertir.
Nas horas de dores você luta.
Nas dificuldades você ri.
Onde te julgam coitado,
Você se faz vencedor.
Você! Mesmo sendo criança, me fez crescer.
Sem sentar, sequer, você mudou minha postura.
Sem andar, você me fez caminhar.
Com todas as suas dificuldades
Você me ensinou a resolver as suas e as minhas.
Mesmo antes de falar sua primeira palavra
Ensinou-me o diálogo.
Os seus defeitos visuais
Fizeram-me enxergar.
A sua imaturidade
fez me madura.
E com a sua dependência diária
Você me fez independente...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Alimentação no tratamento de autismo

No tratamento do autismo a alimentação tem um papel fundamental. Alguns alimentos podem intensificar os sintomas como a farinha de trigo, o leite e a soja. Quando eles são retirados da dieta os autistas geralmente ficam mais calmos e ocorre melhora da atenção e concentração.Isso ocorre porque grande parte dos autistas apresentam uma deficiência enzimática que inibe a digestão completa da proteína presente na soja, leite e trigo. Essa condição leva à formação de
grande quantidade de pequenos peptídeos (fraguimentos de proteína) dentro do intestino. Esses peptídeos possuem ação farmacológica semelhante ao ópio. Esses compostos apresentam a capacidade de atravessar a parede do intestino, cair na corrente sanguínea e chegar ao Sistema Nervoso Central. Atuam como uma substância opiácia no cérebro intensificando os sintomas da síndrome, como a falta de concentração e isolamento.
Os salgadinhos, sucos em pó artificial e gelatina são muito ricos em corantes. Hoje se sabe que os corantes estimulam a hiperatividade, por essa razão devem ser banidos da dieta dos autistas.
A ocorrência de sintomas gástricos é muito elevada em autistas, como constipação intestinal, (intestino preso), diarreia, gastrite, refluxo.
Para normalizar o funcionamento do intestino recomenda-se o uso de probióticos em cápsula. No caso de gastrite e refluxo evitar alimentos que irritam o estômago como: temperos industrializados, extrato de tomate, café, chá preto, alimentos fritos e alimentos ácidos como laranja, limão e abacaxi.
A suplementação com cápsulas de ômega três melhora a concentração e aprendizado.
Os autistas têm uma um hábito alimentar restrito, e são muito resistentes à introdução de novos alimentos na dieta. Mesmo com essas limitações procure estimular o consumo da maior variedade de alimentos para evitar deficiências nutricionais como a falta de vitamina e minerais.
As peças fundamentais para o sucesso do tratamento do autismo é o amor, a dedicação e acima de tudo compreensão de todas as pessoas que o cercam.
Procurem pelo menos, uma única vez, se colocarem no lugar de um autista. Façam o exercício que a pesquisadora francesa Happé sempre pede para os ouvintes de suas palestras fazerem! Se coloquem no lugar deles! Imagine estar em um país distante, em uma cultura desconhecida, sem compreender o idioma, com as mãos atadas, sem entender os outros e sem a possibilidade de se fazer entender.
Esta é a sensação que o autista tem do mundo em que vive! Por isso quando vir um autista, se por algum motivo ele fizer algo que foge à sua compreensão não se esqueça! Ele age assim porque não compreende o que está à sua volta. “Um autista se definiu como um ser extraterrestre que cai no planeta Terra sem manual.”. Pense nisso!
Mais informações: www.jocelemsalgado.com.br
*www.autism.com
artigo científico: WHITE, J.F. Intestinal Pathophysiology in Autism.Exp Bio Med. v.228, p. 639-649, 2003.