Olá, famílias e profissionais...

Esse blog é destinado as famílias, profissionais e interessados pela temática, que atuam na educação de suas crianças com necessidades educacionais especiais (NEEs). Espero poder ajudá-los nessa caminhada de educação e inclusão social.
Devemos, portanto, tratar os nossos alunos com NEEs como pessoas e educá-los para a vida (CUCCOVIA, 2000).

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Novo teste rumo a cura do autismo...

Saber mais sobre como os neurônios se comportam ao longo de nossa vida sempre fascinou o biólogo Alysson Muotri. Depois do doutorado em genética na USP e uma passagem por Harvard, Muotri passou 6 anos no Instituto Salk, na Califórnia, que já abrigou prêmios Nobel como o inglês Francis Crick, um dos descobridores da estrutura do DNA. Nesse período, se aprofundou em como neurônios surgem no cérebro adulto. Os estudos na área o levariam a uma explicação inédita e uma possível cura para o autismo — que atinge uma a cada 110 crianças norte-americanas. “Conseguimos abalar um dos grandes dogmas da neurociência, aquele de que doenças mentais não têm cura.”

A grande revelação científica de Muotri, já professor do Departamento de Pediatria e Medicina Celular e Molecular da Universidade da Califórnia, foi descobrir que, em cérebros autistas, novos neurônios se formam com mais facilidade devido a uma mutação genética. Em pessoas comuns, o surgimento desses neurônios na fase adulta é possível porque nosso cérebro possui células-tronco (capazes de se diferenciar em diversas estruturas de nosso corpo) adormecidas. Quando estimuladas , por exemplo por novas experiências e aprendizados, elas se transformam em neurônios. “Isso acontece graças à ativação de determinadas sequências de genes, chamadas de elementos transponíveis.”

Na maioria das pessoas, exercitar a mente, seja lendo um livro, jogando xadrez ou aprendendo a tocar um instrumento, desperta os tais elementos transponíveis. Porém, os autistas não precisariam de tanto exercício. Segundo a pesquisa de Muotri, eles já possuem esse sistema naturalmente mais ativo do que gente saudável. Em tese, isso seria bom, já que um cérebro dinâmico pode gerar habilidades extraordinárias, como uma supermemória ou destreza em cálculos matemáticos. Mas isso também multiplica a chance de mutações que tornam os neurônios autistas defeituosos. Por exemplo, são menores e têm menos capacidade de completar sinapses, as regiões de comunicação entre as células cerebrais.

O pesquisador e sua equipe retiraram células da pele de pacientes autistas e saudáveis, depois fizeram com que elas voltassem a ser células-tronco e as submeteram a um ambiente similar ao do cérebro, usando vitaminais e sais minerais. “Assim, conseguimos que essas células se comportassem como neurônios”, diz Muotri. Acompanhando sua evolução, o grupo observou o surgimento dos defeitos nos neurônios autistas. Com o tempo, eles se atrofiavam. O passo seguinte foi testar várias substâncias para reverter o problema. Duas delas — o hormônio Insulin Grow Factor 1 (IGF1) e o antibiótico Gentamicina — provaram ser eficazes. “Em tese, curamos o autismo, mas ainda há vários testes para que essas drogas possam chegar ao mercado.”

Em caráter experimental, uma equipe de médicos do Children´s Hospital, em Boston, nos EUA, já usa as substâncias em um grupo de 10 crianças autistas. No entanto, os efeitos colaterais ainda não são completamente conhecidos. “Pode haver perda de memórias e até de conhecimentos adquiridos por conta da reconfiguração cerebral provocada pelos medicamentos”, diz Muotri. Se essas barreiras forem ultrapassadas, os autistas não devem ser os únicos beneficiados. “No futuro, talvez possamos ampliar a inteligência e a criatividade ao acelerar o desenvolvimento de neurônios em um cérebro adulto.” 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Conferência sobre Autismo !

Na segunda semana de agosto, a Faculdade Frassinetti do Recife recebe dois eventos voltados à discussão sobre o "autismo". Destinado a profissionais e estudantes de psicanálise, psicologia, educação e medicina, o encontro oferece, no dia 12, das 20h às 21h, a conferência A clínica do bebê com "autismo" não é a mesa que a do bebê deprimido. No segundo dia (13), o minicursoNeurociência e psicanálise em torno do bebê com "autismo" dá o tom do debate que ocorre no turno da manhã (9h às 12h).Ambos os eventos serão conduzidos pela professora Marie Christine Laznik, psicanalista francesa, membro da Association Lacanienne Internationale e autora de vários livros traduzidos para o português. "O que a psicanálise pode ensinar sobre o autismo" (Ed.Ágalma,1991) e ),"Rumo à palavra - três crianças autistas em psicanálise" (Ed. Escuta,1997) são algumas de suas obras.As inscrições poderão ser feitas através de depósito bancário em conta poupança, unicamente em dinheiro, no nome da professora Luiza Bradley Araújo, promotora do evento. Uma cópia do comprovante do depósito deve ser encaminhada aos e-mails listados abaixo, a fim de que a inscrição seja efetivada. O valor da Conferência custa R$ 30 (profissionais) e R$ 15 (estudantes) e do Minicurso R$ 100 (profissionais) e R$ 50 (estudantes, professores e alunos da Fafire).
Quem se inscrever no minicurso automaticamente garante sua vaga na Conferência. A Conferência acontece no auditório térreo e o Minicurso no auditório do quinto andar. As duas conferem certificado e têm vagas limitadas.Dados para DepósitoBanco Itaú Personnalité
Agência: 7030Conta Poupança: 12589-7/500

sábado, 23 de julho de 2011

Autismo : Uso de antidepressivos na gravidez aumenta risco de criança ter autismo

A exposição a certos antidepressivos durante ou até um ano antes da gravidez pode aumentar o risco de a criança ter autismo, segundo um estudo realizado por cientistas do Kaiser Permanente Medical Center, na Califórnia, EUA, avança o site noticioso R7. Para avaliar se a exposição pré-natal aos antidepressivos, incluindo inibidores selectivos da recaptação da serotonina, está associada com um aumento do risco de autismo, a investigadora Lisa Croen e colegas examinaram os registos médicos de crianças incluídas no Estudo Perinatal de Autismo Infantil realizado pela Kaiser Permanente Medical Care Program, no norte da Califórnia. A pesquisa foi realizada com 298 crianças com autismo e suas mães, junto a 1.507 crianças saudáveis e suas respectivas gestantes. Segundo os investigadores, a prevalência de transtornos relacionados ao autismo tem aumentado nos últimos anos, assim como o uso de medicamentos antidepressivos durante a gravidez, provocando uma preocupação de que a exposição pré-natal possa contribuir para o aumento do risco de autismo.