Olá, famílias e profissionais...

Esse blog é destinado as famílias, profissionais e interessados pela temática, que atuam na educação de suas crianças com necessidades educacionais especiais (NEEs). Espero poder ajudá-los nessa caminhada de educação e inclusão social.
Devemos, portanto, tratar os nossos alunos com NEEs como pessoas e educá-los para a vida (CUCCOVIA, 2000).

terça-feira, 14 de junho de 2011

Dia do orgulho autista: debate multidisciplionar - quarta, 15/06

Dia do orgulho autista: debate multidisciplinar quarta, 15


No próximo sábado, 18 de junho, é comemorado o Dia Nacional do Orgulho Autista. Para comemorar, a Associação dos Pais e Amigos dos Autistas do Rio Grande do Norte realiza uma série de palestras, nesta quarta-feira, 15, no Centro Administrativo, com entrada franca.

O público contará com a presença de diversos especialistas que vão tratar do tema central “Autismo e Inclusão”, entre eles a pedagoga Mariana Queiroz de Azevedo, pós-graduanda em arterapia e educação do ser, Eliana Araújo, psicopedagoga, pesquisadora e mestranda, e ainda Dra. Débora Regina Nunes, professora do programa de pós-graduação e graduação da UFRN. Mais informações pelo telefone 3211-8354 ou pelo e-mail apaarn@hotmail.com.

SERVIÇO:
Palestras em comemoração do Dia Nacional do Orgulho Autista
Tema “Autismo e Inclusão”
Data: 15 de junho
Horário: 08h às 12h10
Local: Centro Administrativo – auditório da Secretaria de Educação do Estado

PROGRAMAÇÃO:
08h Apresentação do cantor Jobson Maia (autista)
08h15 Palestra “Inclusão de alunos com autismo: entre a realidade e a ficção”, com Dra. Débora Regina Nunes, professora do programa de pós-graduação e graduação da UFRN
09h15 Palestra “Experiência com autista em sala de aula”, com pedagoga Mariana Queiroz Orrico de Azevedo, pós-graduanda em arterapia e educação do ser.
10h Coffee Break
10h15 Palestra “Inclusão através da mediação família e escola”, com Eliana Araújo, psicopedagoga, pesquisadora e mestranda.
11h30 Mesa redonda

terça-feira, 7 de junho de 2011

Vitaminas pré-natais (podem) diminuir as chances de autismo !

Mulheres que não ingerem vitaminas desde o começo da gestação têm até duas vezes mais chances de ter filhos autistas, diz um estudo feito por pesquisadores da UC Davis MIND Institute, nos Estados Unidos. Os cientistas também aconselham as mulheres a tomar suplementos vitamínicos - se necessário - assim que decidirem engravidar, para evitar a má-formação do feto.

Para realizar o estudo, os pesquisadores coletaram dados médicos de aproximadamente 700 famílias da Califórnia, que tinham crianças com idade entre dois e cinco anos. Depois de observar hábitos alimentares, presença de casos de autismo na família e cuidados que as mães tiveram durante a gravidez, os pesquisadores descobriram que as mulheres que tomaram vitaminas pré-natais desde o primeiro mês de gestação tinham até duas vezes menos chances de ter filhos autistas.  
De acordo com o estudo, tomar vitaminas pré-natais pode ter um efeito específico na formação genética da criança. Por isso, esses nutrientes devem ser ingeridos desde o início da gestação. As principais vitaminas que devem ser consumidas são as vitaminas do complexo B, principalmente a vitamina B9 - também chamada de ácido fólico -, que tem a capacidade de proteger o cérebro de 70% dos problemas neurais. No entanto, cada gestante deve seguir a receita de vitaminas indicada pelo seu médico.

Os cientistas ainda descobriram que continuar a tomar esse tipo de vitamina no período de amamentação pode trazer benefícios para os neurônios do bebê, já os nutrientes são passados de mãe para filho através do leite. 
Vitaminas na gravidez
 1- Acerola, laranja, goiaba, amora e morango
Alimentos que contêm vitamina C e flavonoides juntos (frutas cítricas e silvestres) fortalecem as paredes dos vasos sanguíneos, impedindo os radicais livres de comprometer sua resistência. Além disso, os flavonoides reduzem a fragilidade e o extravasamento de sangue nos vasos.

2- Cebola roxa e mirtilo
Estudos apontam a quercetina, flavonoide encontrado na cebola roxa e mirtilo, como sendo muito eficiente na prevenção de vasinhos, com ação anti-inflamatória.

3- Abacaxi
A bromelaína, uma enzima naturalmente presente no abacaxi, tem sido usada no tratamento de varizes, pois pessoas com esse problema apresentam dificuldade em degradar a fibrina (proteína), que é depositada ao redor dos microvasinhos. A bromelaína consegue quebrar essa proteína, diminuindo esse acúmulo.

4- Peixes de água fria (salmão) e azeite de linhaça
Ricos em ômegas, especialmente do tipo 3, esses alimentos ajudam a evitar a formação de coágulos (trombose) e de depósitos de gordura (aterosclerose), aumentando a fluidez sanguínea e reduzindo a pressão arterial. 
5- Suco de uva integral  
Os flavonoides, ácidos fenólicos e o resveratrol encontrados nas sementes e cascas das uvas possuem atividades antioxidantes, que contribuem para o efeito cardioprotetor, incluindo a habilidade de inibir as atividades de agregação plaquetária e formação de trombose. Além disso, o consumo diminui as chances de obstrução dos vasos sanguíneos e reduz potencialmente os lipídios plasmáticos (desentupimento das artérias).  
:*
Mariana Orrico.

domingo, 5 de junho de 2011

Significando o autismo através da música !

Recebi hoje um e-mail com um vídeo de uma música que sintetiza bem o "mundo" das pessoas que possuem autismo e como parece ser caótico o nosso mundo para essas pessoas ! Achei lindo e gostaria de compartilhá-lo com vocês. Segue abaixo o vídeo, a letra e a tradução da música "Mad World". Espero que gostem, também.




Mad World

All around me are familiar faces
Worn out places - worn out faces
Bright and early for their daily races
Going nowhere - going nowhere
And their tears are filling up their glasses
No expression - no expression
Hide my head I want to drown my sorrow
No tommorow - no tommorow

And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had
I find it hard to tell you
'Cos I find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very Mad World

Children waiting for the day they feel good
Happy Birthday - Happy Birthday
Made to feel the way that every child should
Sit and listen - sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me - no one knew me
Hello teacher tell me what's my lesson
Look right through me - look right through me

And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had
I find it hard to tell you
'Cos I find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very Mad World

Mundo Louco

Tudo ao meu redor são rostos familiares
Lugares desgastados - faces desgastadas
Claro e cedo para suas corridas diárias
Indo a lugar nenhum - indo a lugar nenhum
Suas lágrimas estão enchendo seus copos
Sem expressão - sem expressão
Escondo minha cabeça, eu quero afogar meu sofrimento
Sem amanhã - sem amanhã

E eu acho isso meio divertido
Eu acho isso meio triste
Os sonhos nos quais estou morrendo
São os melhores que já tive
Eu acho difícil para dizer-lhe
Eu acho difícil para aceitar
Quando pessoas correm em círculos
É um mundo muito, muito louco

Crianças esperam pelo dia que se sintam bem
Feliz aniversário - Feliz aniversário
Eu me sinto como toda criança deveria
Sentar e escutar - sentar e escutar
Fui para a escola e eu estava muito nervoso
Ninguém me conhecia - ninguém me conhecia
Olá professor me diga qual é minha lição
Olhe bem pra mim - olhe bem pra mim

E eu acho isso meio divertido
Eu acho isso meio triste
Os sonhos nos quais estou morrendo
são os melhores que já tive
Eu acho difícil para dizer-lhe
Eu acho difícil para aceitar
Quando pessoas correm em círculos
É um mundo muito, muito louco

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Atenção: Causa da ansiedade pode estar no INTESTINO !

Bactérias intestinais podem estar relacionadas com casos de ansiedade e depressão, aponta um estudo da McMaster University. Publicada na edição online da revista Gastroenterology, a pesquisa comprova a tese especulada por muitos cientistas de que alguns transtornos psiquiátricos, como o autismo de início tardio, podem ser associados com um teor anormal de bactérias no intestino. A pesquisa mostra que as bactérias do intestino podem influenciar a química do cérebro e o comportamento, e medicamentos como os antibióticos podem influenciar no funcionamento do intestino.
Uma pessoa saudável tem cerca de 1.000 bactérias trillium no seu intestino. Essas realizam uma série de funções vitais para a saúde: colectam energia da dieta, protegem contra infecções e fornecem alimentação para as células do intestino. Contudo, quando esse nível está maior ou menor, são percebidas alterações comportamentais.
A pesquisa envolveu ratos saudáveis que, tratados com antibióticos, tiveram a sua flora intestinal modificada, e passaram a apresentar mudanças comportamentais. A interrupção dos antibióticos resultou na volta ao comportamento normal.
Os resultados da pesquisa são importantes porque vários tipos comuns de doenças gastrointestinais, incluindo a síndrome do intestino irritável, são frequentemente associadas com ansiedade ou depressão. Agora, sabendo-se os possíveis motivos, o tratamento pode ser mais eficaz.


Por isso, pais e profissionais fiquem atentos a alimentação de seus filhos. Minha aluna com autismo possue intestino preso e problemas de comportamento. Ela come muita  bagana ---> cheetos,  chocolate, suco de caixinha...inclusive, por vezes, no almoço só come se for biscoito de chocolate e suco. A equipe da escola já sugeriu a mudança na alimentação e a busca de uma nutricionista, mas ainda continua trazendo essa alimentação "bem saudável" na hora do lanche. Sei que vai ser difícil essa mudança na alimentação, mas necessária para o melhor desenvolvimento da pessoa com autismo.

Que tal se os pais e profissionais relatassem aqui no blog suas experiências com a mudança na alimentação de seu filho ou aluno bem como o que essa mudança contribuiu para o desenvolvimento dele? Ficaria muito feliz e poderia contribuir para encorajar outras pessoas a ter essa mesma atitude com seus filhos ou alunos.

Obrigada !
;)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ciclo de Palestras sobre como comportar-se diante das pessoas com deficiência‏

A Comissão Permanente de Apoio ao Estudante com 
Necessidade Educacional Especial (CAENE) da UFRN vem, 
por meio deste, informar que, durante os dias 09 e 10 
de junho de 2011, nos turnos manhã e tarde, ocorrerá, 
no Auditório da Reitoria, um ciclo de palestras sobre 
como comportar-se diante das pessoas com deficiência, 
evento financiado pelo Programa Incluir (Edital 2010) 
do Ministério da Educação, aberta à comunidade 
universitária, objetivando socializar informações que 
favoreçam o respeito à diferença e a inclusão dessas
pessoas na UFRN.
 
Programação
 
Dia 09 de junho de 2011
 
Manhã (8 h 30 às 11 h 30)- Como comportar-se diante 
das pessoas com deficiência visual. Profa. Luzia
Guacira(Centro de Educação da UFRN)
 
Tarde (14 h às 17 h) – Como comportar-se diante das 
pessoas com deficiência auditiva. Prof. José Felipe 
(Centro de Educação da UFRN)
 
Dia 10 de junho de 2011
 
Manhã (8 h 30 às 11 h 30)- Como comportar-se diante 
das pessoas com deficiência física. Prof. Ricardo 
Lins(Dept. de Fisioterapia da UFRN)
 
Tarde (14 h às 17 h) – Como comportar-se diante das 
pessoas com deficiência intelectual. Profa. Dulciana 
Carvalho (PPGEd/ UFRN)
 
Para se inscrever enviar e-mail para o endereço 
inclusao@reitoria.ufrn.br especificando nome 
completo e condição abaixo:
Se estudante. Qual o Curso?
Se professor. Qual o Departamento?
Se funcionário. Qual o Setor?
 
Maiores informações pelo telefone 3342 2501.
 
Atenciosamente,
 
Equipe CAENE.

domingo, 15 de maio de 2011

Movimentos repetitivos e maneirismos: controlá-los ou não?

Algumas pessoas com dificuldades do espectro do autismo apresentam movimentos "incomuns" e repetitivos, entre eles balançar as mãos, girar, mover os dedos diante dos olhos. Minha aluna costuma balançar as mãos, principalmente, quando está feliz ou ansiosa. 
Então, venho assegurar pais e profissionais que esses movimentos podem ser reconfortantes e servirem de autorregulação para essas pessoas, segundo Williams e Wright (2008) e o Programa Son Rise. Relatos autobiográficos de adultos com autismo mais uma vez sustentam a idéia de que os comportamentos repetitivos servem para acalmar e aliviar (Bluestone, 2004). 
Os movimentos repetitivos costumam diminuir quando nos conectamos com a criança aceitando-a e não tentando parar o comportamento, mas juntando-se a ela na atividade repetitiva. Isso fará com que a criança participe mais das interações sociais e diminua os comportamentos repetitivos e auto-estimulatórios. Caso contrário (e por experiência própria) se tentarmos bloquear o movimento repetitivo com o passar do tempo ela poderá manifestar um outro tipo de comportamento estereotipado.
No entanto, vale a pena eliminar os movimentos repetitivos se:
  • forem excessivos e dificultarem outros aspectos da vida;
  • ferirem o outro ou a si mesmo;
  • interferirem excessivamente na vida familiar.
Por isso, antes de agir na tentativa de anular o comportamento repetitivo observe levando em consideração qual o problema, por que ele acontece e como lidar com ele.

Esperando comentários sobre o tema ! ;)